Desde
a antiguidade, muitos pensadores e curandeiros se preocupavam e observavam
acidentes doenças que indicavam, por exemplo, serem ocasionadas por pouca
instrução e por resíduos inalados por trabalhadores, como mineiros, durante o
ofício. Este é considerado o berço do ramo que estuda a higiene e segurança do
trabalho.
Hipócrates,
que viveu por volta dos anos 400 a.c e é considerado o pai da Medicina, estudou
os efeitos do chumbo nos mineradores e metalúrgicos de sua época e identificou
o envenenamento por esse metal em seu clássico livro “Ares, Águas e Lugares”.
Plínio,
o velho, um escritor naturalista e historiador romano que viveu durante os anos
23-79 d.c, observou a aspiração de poeira e fumo realizada por escravos em seu
tempo e implementou e disseminou a ideia do uso de bexigas de animais para reduzir
a inalação desses resíduos.
Em
1473, houve a descrição do envenenamento de trabalhadores por mercúrio e chumbo,
bem como a criação de medidas preventivas para tal fato.
“Todas as substâncias
são venenos. É a dose que diferencia o veneno dos remédios”. Paracelso, o pai da Toxicologia, é o famoso
autor de tal frase, o qual fez as primeiras descrições acerca de doenças respiratórias
no ofício da mineração, em 1567.
Em
1700, a obra “De Morbis Artificium Diatriba”, da autoria de Bernardino Ramazzin,
foi publicada. Ela apresenta um estudo detalhado das doenças ocasionadas por
diversas áreas de trabalho, indicando precauções em tais atividades. Essa obra
tem grande importância no ramo da higiene e segurança do trabalho.
Em 1760, a revolução Industrial teve início na Inglaterra, e com ela, diversas novas doenças e acidentes de trabalho surgiram, demandando uma grande atenção da higiene e segurança do trabalho.

Fig. 1: Trabalhadores durante a época da revolução industrial
“O
ato dos limpadores de chaminé”, em 1775, Inglaterra, foi motivado pelos estudos
de Percival Lott, o qual identifica as principais causas do câncer no escroto:
a fuligem, que era muito presente no ofício dos limpadores de chaminé.
A
“Lei da saúde e moral dos aprendizes”, na Inglaterra, estabeleceu um limite de
12 horas de jornada de trabalho, proibição de jornadas de trabalho a noite e
estabeleceu uma regra para a ventilação do ambiente de trabalho, para que os
resíduos expulsos do meio. A lei foi uma grande conquista para os trabalhadores
da época.
Charles
Thackrah e Percival Lott, em 1830, publicaram um livro que discutia sobre doenças
ocupacionais. A obra incentivou o desenvolvimento legislação ocupacional.
Em
1833 a “lei das fábricas” foi criada, proibindo o trabalho de menores de 13
anos e exigindo que as crianças que trabalhassem fizessem exames médicos periódicos.
Em
1864 a “lei das fábricas” sofreu uma ampliação, a qual consistia em exigir
processos de ventilação para a redução dos danos a saúde causados por resíduos produzidos
durante a produção de produtos.
Em 1869, alguns países Europeus
estabeleceram leis que responsabilizavam os empregadores pelos danos à saúde causados
pelo trabalho em seus trabalhadores.
Em
1910, Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, utiliza os “princípios da produção
em massa”, os quais consistem na produção em larga escala de produção, visando
a redução de matéria prima e tempo e pela maior capacitação dos empregados.
Ainda
em 1910, Oswaldo Cruz, no Brasil, fez estudos e trabalhos acerca das doenças
relacionadas ao trabalho, como o amarelão e a malária, que matou milhares de
trabalhadores na construção de ferrovias.
Em
1911, a primeira conferência de doenças industriais ocorreu nos Estados Unidos
da América.
Após
o término da primeira grande guerra, a Organização Internacional do Trabalho
(OIT) foi criada.
Em
1922, a famosa universidade de Harvard cria o curso de graduação em Higiene
Industrial.
A
International Organization for Standardization (ISO) é criada em 1947, em tem
consigo diversas normas exigidas internacionalmente que visam a segurança no
trabalho.
Em
1948, a organização mundial da saúde é criada, a qual visa, também, a saúde dos
trabalhadores.
Referencias do texto: Disponível em: <http://redeetec.mec.gov.br/images/stories/pdf/eixo_amb_saude_seguranca/tec_seguranca/seg_trabalho/151012_seg_trab_i.pdf>. Acesso em 21 OUT 2015
Fig 1. Disponível em: <http://nrfacil.com.br/blog/?p=2220>. Acesso em: 21 OUT 2015
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